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"Crónica da regência e do reinado de D. João I",
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Livro I

LIVRO I

I – A Gália divide-se em três partes...uma habitada pelos belgas, outra pelos aquitanos, a terceira por aqueles que na sua própria língua se chamam celtas e, na nossa, gauleses. Os mais bravos de todos estes povos são os belgas, porque são os mais afastados da civilização e dos costumes requintados daProvincia (“Narbonesa”, a partir de Augusto), porque os mercadores muito raramente vão aos seus territórios e deles não importam o que é próprio para amolecer os corações, porque são os mais próximos dos germanos, que habitam para lá do Reno, e com quem estão constantemente em guerra. O mesmo acontece com os Helvetii (região dos Alpes além do lago Lemmanus), que também ultrapassam em valor o resto dos gauleses, porque quase todos os dias estão em luta com os germanos, quer para os impedirem de penetrar nos seus territórios, quer para eles próprios lhes levarem a guerra ao seu país. A parte da Gália que os gauleses ocupam começa no rio Rhodanus e tem por limites o rio Garumna, o Oceano e a fronteira dos belgas (o Sena e o Marne); vai ainda até ao rio Reno do lado dos séquanos (Sequani) e dos helvécios. O país dos belgas começa nos confins da Gália e estende-se até à parte inferior do curso do Reno. A Aquitânia estende-se do rio Garona aos montes Pirenéus (Pyrenaeus) e à parte do Oceano que banha a Espanha.

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Livro II

LIVRO II

I – Os belgas trocavam entre si reféns...temiam que...o nosso exército marchasse contra eles.

II – César alistou duas novas legiões (XIII e XIV) na Gália Citerior e enviou-as, no começo do Verão, para a Gália Interior, às ordens de Quinto Pédio (sobrinho de César pela sua irmã mais velha, Júlia, e seu lugar-tenente na Gália; em 55 abandona o exército; em 54 foi edil; lutou por César durante a guerra civil e ligou o seu nome à lei votada contra os seus assassinos; cônsul sub-rogado em 43, morre nesse mesmo ano).

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Livro III

LIVRO III

I – Ao partir para Itália, César enviou Sérvio Galba com a XII legião e uma parte da cavalaria aosNantuates (alto vale do Ródano; na direcção da abadia de Saint-Maurice), aos Veragri (veragros; alto vale do Ródano, na região de Martigny)Seduni (sedunos; idem, na região de Sion).

Servius Sulpicius Galba, neto do cônsul de 144 com o mesmo nome, já fizera a guerra na Gália em 61. Deixará o exército em 54. Eleito pretor, fracassará o consulado em 50. Participou na conjura dos Idos de Março e serviu em seguida contra António, com o cônsul Hírcio. Mais tarde perseguido como assassino de César, fugiu e morreu no exílio.

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Livro IV

LIVRO IV

I – Nesse Inverno (56/55), no ano do consulado de Gneu Pompeio e de Marco Crasso, os germanos usípetes (parece terem habitado o Nassau) e também os tencteros (Tenchteri ou Tencteri)atravessaram o Reno em grande número, não longe do sítio onde se lança no mar (na direcção de Clèves).

A razão desta travessia foi que, havia muito anos, os suevos lhes faziam uma guerra sem quartel e os impediam de cultivar os seus campos.

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Livro V

LIVRO V

I – No consulado de Lúcio Domício Aenobarbo e de Ápio Cláudio Pulcro, César, deixando os seus quartéis de Inverno para ir à Itália, como tinha o costume de fazer todos os anos, ordena aos lugar-tenentes que pusera à cabeça das suas legiões que tenham o cuidado, no decorrer do Inverno, de construir o maior número de navios que seja possível e de reparar os antigos. Determina as suas dimensões e forma. Para que se possa carregá-los e pô-los em seco rapidamente, manda-os fazer um pouco mais baixos do que aqueles que temos o costume de usar no nosso mar; dado ter observado que, em consequência do fluxo e do refluxo, as vagas do Oceano são menos fortes. Para as cargas e o grande número de animais de carga que estavam destinados a transportar, encomenda-os um pouco mais largos que os navios de que nos servimos nos outros mares. Ordena que sejam todos à vela e a remos, o que a sua pouca altura torna muito fácil. Manda vir de Espanha tudo quanto é útil (cobre, ferro e junco para as cordas) para o armamento destes navios.

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